IPO da Pine Labs reduz valuation em 40% e mira expansão

IPO da Pine Labs reduz valuation em 40% e mira expansão. A abertura de capital da Pine Labs, fintech indiana apoiada por PayPal e Mastercard, chega às bolsas locais nesta semana com avaliação máxima de cerca de US$ 2,9 bilhões, 40% inferior ao último aporte privado realizado em 2022.
A empresa, sediada em Gurugram, estabeleceu faixa de preço entre 210 e 221 rúpias por ação (aproximadamente US$ 2,00–US$ 2,50). No topo da banda, a operação pode movimentar 20,8 bilhões de rúpias (US$ 234 milhões), soma 20% menor que a prevista no prospecto preliminar de junho.
IPO da Pine Labs reduz valuation em 40% e mira expansão
Além do corte na oferta primária, o lote de ações em offer for sale foi reduzido em 44%, passando de 148 milhões para 82,3 milhões de papéis. Entre os vendedores estão Peak XV Partners, Temasek Holdings, PayPal e Mastercard, que decidiram manter participação relevante após reavaliarem a demanda de mercado.
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“Queríamos preservar boa vontade junto aos investidores e garantir apoio total ao precificarmos o IPO”, afirmou o CEO Amrish Rau em coletiva na segunda-feira. “Ao final, é preciso uma aldeia inteira para construir uma oferta bem-sucedida”, concluiu o executivo, justificando a decisão de reduzir o valor pedido.
Fundada em 1998, a Pine Labs começou fornecendo terminais de ponto de venda, mas diversificou o portfólio para incluir pagamentos de contas em plataformas como Amazon Pay e CRED e transações baseadas em account aggregator. Atualmente, cerca de 70% da receita advém de infraestrutura digital e serviços de transação; os 30% restantes vêm das unidades de emissão e adquirência.
O IPO reforça a estratégia de internacionalização da companhia, que já atende clientes fora da Índia e pretende acelerar a presença global após a listagem. A iniciativa se alinha ao esforço do governo indiano para fomentar fintechs competitivas mundialmente e incentivar empresas de tecnologia a mudar suas sedes para o país, valorizando a base de investidores de varejo local.
Hoje, a Pine Labs atende mais de 980 mil comerciantes, 716 marcas de consumo e 177 instituições financeiras, totalizando mais de seis bilhões de transações e 11,4 trilhões de rúpias processadas (US$ 128 bilhões). Os serviços da empresa já alcançam 20 países, entre eles Malásia, Singapura, Austrália, Emirados Árabes, mercados na África e os Estados Unidos.
Entre os anos fiscais de 2023 e 2025, a receita proveniente do exterior cresceu quase 58%, segundo Rau. “O que fizemos em fintech na Índia nenhum outro país chegou perto. Temos a oportunidade de levar nosso conhecimento, nosso stack tecnológico, a mercados globais – e já estamos conquistando clientes”, declarou.

Imagem: Internet
No mercado doméstico, a Pine Labs disputa espaço com Razorpay, Paytm e PhonePe (controlada pelo Walmart). A empresa reportou lucro líquido de 47,86 milhões de rúpias (cerca de US$ 540 mil) no trimestre encerrado em junho, revertendo prejuízo de 278,89 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita operacional avançou 17,9% na comparação anual, para 6,16 bilhões de rúpias (US$ 69 milhões). O negócio internacional respondeu por 15% da receita total, somando 943,25 milhões de rúpias (US$ 11 milhões).
A listagem ocorre em meio a uma fila de empresas indianas de tecnologia que preparam IPOs, incluindo Groww, Lenskart, Shadowfax, Meesho e BoAt, todas previstas para este ano. O movimento confirma o aquecimento do mercado de capitais local e o apetite do investidor por negócios digitais.
Segundo análise da Reuters, o ecossistema fintech da Índia reúne mais de 10 mil startups e acumula investimentos que ultrapassam US$ 30 bilhões, tornando o país um dos principais polos desse segmento no mundo.
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Crédito da imagem: TechCrunch
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