Lovable se aproxima de 8 mi de usuários e mira corporações

Lovable se aproxima de 8 milhões de usuários e mira corporações. A plataforma sueca de inteligência artificial voltada à criação de software, fundada há apenas um ano, registrou um salto expressivo em sua base de clientes, passando de 2,3 milhões em julho para quase 8 milhões de usuários ativos, segundo o CEO Anton Osika.
Além do crescimento em usuários, a startup de Estocolmo afirma que mais de 100 mil novos produtos são desenvolvidos diariamente em seu ecossistema. Até o momento, a empresa captou US$ 228 milhões em investimentos, incluindo uma rodada de US$ 200 milhões no último verão que avaliou o negócio em US$ 1,8 bilhão.
Lovable se aproxima de 8 mi de usuários e mira corporações
Com números que impressionam, rumores recentes apontam que novos investidores estariam dispostos a aportar recursos numa avaliação de até US$ 5 bilhões. Osika, contudo, disse que a companhia “não sofre restrição de capital” e evitou comentar novos planos de captação.
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Embora a receita anual recorrente (ARR) atual não tenha sido divulgada, a Lovable comemorou, em junho, o marco de US$ 100 milhões em ARR. A sustentabilidade desse ritmo de crescimento tem sido questionada após análises do Barclays mostrarem queda de 40% no tráfego do site em setembro. Ainda assim, Osika garante que a retenção líquida em dólares supera 100%, indicando que os clientes gastam mais com o tempo.
Em paralelo, o quadro de colaboradores acaba de ultrapassar a marca de 100 pessoas. Para reforçar a liderança, profissionais de São Francisco estão sendo transferidos para a sede sueca, movimento que evidencia a estratégia de atrair talento global em segurança, área considerada prioritária pelo executivo.
O projeto nasceu do GPT Engineer, solução open source criada por Osika que viralizou entre desenvolvedores. Rapidamente, o empreendedor percebeu o potencial de atender o público que não sabe programar. “Vamos reinventar a forma de construir software”, relatou, lembrando do dia em que pedalou até a casa do cofundador para apresentar a ideia.
O resultado é uma base de usuários heterogênea. Segundo o CEO, mais da metade das empresas da Fortune 500 já utiliza a Lovable para acelerar a inovação. Do outro lado do espectro, um menino de 11 anos em Lisboa desenvolveu um clone do Facebook para a escola, enquanto dois suecos faturam US$ 700 mil por ano com um negócio criado na plataforma há apenas sete meses.
Segurança, porém, permanece ponto sensível no setor de “vibe coding”. Questionado sobre vazamento recente de 72 mil imagens em um app criado com ferramentas do gênero, Osika reconheceu o problema e afirmou que a Lovable realiza múltiplas checagens antes de permitir a implantação de projetos. Para aplicações sensíveis, como bancos, ainda é obrigatório contratar especialistas em cibersegurança.
Em relação à concorrência de gigantes como OpenAI e Anthropic — cujos modelos também alimentam a Lovable — Osika mantém postura diplomática. Ele acredita que há espaço para vários vencedores: “Se pudermos liberar mais criatividade humana e permitir que qualquer pessoa transforme ideias em negócios, isso deve ser celebrado”.
Imagem: Internet
A missão, resume o executivo, é construir “o último software necessário” — uma plataforma onde todo o ciclo de produto, da compreensão do usuário ao lançamento de recursos críticos, possa ser executado em uma interface simples. O mantra “demo, don’t memo” descreve como equipes corporativas usam a ferramenta para prototipar rapidamente e testar hipóteses antes de investir pesado.
Apesar do status de celebridade em conferências como o Web Summit, o ex-físico de partículas, na casa dos 30 anos, mostra-se adepto de uma cultura de trabalho europeia. “O que me importa é que a equipe seja movida por propósito. Eles não ficam 12 horas por dia, seis dias por semana”, afirmou, embora reconheça que, por ser uma startup, a dedicação costuma ser superior à média.
Enquanto analistas debatem se o pico do “vibe coding” já passou ou se trata apenas de uma pausa, a Lovable mantém o foco em grandes contas corporativas e na evolução de sua experiência de usuário — elogiada por Osika como fruto do “design sueco”. De acordo com dados levantados pelo TechCrunch, a escala atingida em tão pouco tempo coloca a empresa entre as histórias de crescimento mais rápidas do setor de IA aplicada ao desenvolvimento de software.
Para quem acompanha tendências de inovação, as movimentações da Lovable reforçam o protagonismo de plataformas low-code e no-code no processo de digitalização. À medida que mais departamentos de TI testam o serviço, a busca por segurança e governança deve intensificar a competição por talentos e diferenciar os provedores mais sólidos.
No cenário atual, a Lovable aposta que a combinação de facilidade de uso, comunidade engajada e financiadores dispostos a apoiar novas rodadas será suficiente para escalar a operação rumo à próxima meta simbólica: 10 milhões de usuários ativos.
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Crédito da imagem: TechCrunch
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