OpenAI GPT-5 se iguala a humanos em teste de 44 profissões

OpenAI GPT-5 se iguala a humanos em teste de 44 profissões — OpenAI divulgou nesta quinta-feira (11) o benchmark GDPval, criado para medir quão próximo seu modelo GPT-5 está do desempenho de profissionais humanos em atividades economicamente relevantes. A primeira versão do teste indica que o sistema da empresa já produz trabalho de qualidade comparável ao de especialistas em quatro de cada dez tarefas avaliadas.
O estudo faz parte da missão da OpenAI de desenvolver uma inteligência artificial geral (AGI) capaz de superar pessoas em atividades complexas. Para isso, a companhia aferiu resultados de seus modelos em relatórios de nove setores que mais contribuem para o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, incluindo saúde, finanças, manufatura e administração pública.
OpenAI GPT-5 se iguala a humanos em teste de 44 profissões
De acordo com a empresa, foram simulados desafios práticos em 44 ocupações — de enfermeiros a jornalistas, passando por engenheiros de software. Profissionais experientes receberam tanto relatórios gerados por IA quanto por colegas humanos e escolheram a melhor entrega sem saber quem era o autor. O GPT-5-high, versão reforçada do modelo com maior poder computacional, venceu ou empatou em 40,6% dos casos.
Claude Opus lidera, mas gráficos podem ter influenciado
Além do GPT-5, a OpenAI avaliou o Claude Opus 4.1, da Anthropic. O concorrente foi classificado como igual ou superior aos especialistas em 49% das tarefas. Segundo a equipe de pesquisa, esse desempenho pode ter sido impulsionado pela “tendência do Claude a inserir gráficos agradáveis aos avaliadores, e não apenas pela qualidade analítica”, disse a companhia.
Por dentro do GDPval
O nome do benchmark — GDPval — remete justamente ao objetivo de mensurar valor econômico gerado por IA. Nesta primeira edição, o teste se concentrou em relatórios estáticos: por exemplo, um bancário de investimento precisou mapear concorrentes do setor de entregas de última milha e comparar o próprio trabalho ao texto produzido pelo modelo. Na média, a taxa de vitórias da IA foi calculada ao longo das 44 funções listadas.
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A limitação é reconhecida pela própria OpenAI. “A maioria dos profissionais faz muito mais do que enviar relatórios ao chefe”, admitiu a empresa, prometendo versões futuras capazes de refletir fluxos de trabalho interativos e um número maior de setores.
Velocidade de evolução impressiona equipe
Em entrevista ao TechCrunch, o economista-chefe da OpenAI, Dr. Aaron Chatterji, afirmou que o resultado sugere um ganho de produtividade para quem adotar IA no dia a dia. “À medida que o modelo melhora, as pessoas podem delegar parte do trabalho e focar em tarefas de maior valor”, declarou.
Tejal Patwardhan, líder de avaliações da companhia, destacou o ritmo do progresso: há 15 meses, o GPT-4o somava apenas 13,7% de vitórias ou empates. “Com o GPT-5 chegamos a quase o triplo. Espero que essa tendência continue”, disse a executiva.
Contexto de mercado e novos parâmetros
O Vale do Silício dispõe de diversos benchmarks para medir avanço de modelos de IA, como o AIME 2025 (problemas de matemática competitiva) e o GPQA Diamond (questões de doutorado em ciências). No entanto, muitos sistemas já beiram o nível máximo nesses testes, o que levou pesquisadores a pedirem métricas mais ligadas a tarefas do mundo real. Para especialistas, o GDPval caminha nessa direção, embora ainda precise ser expandido para respaldar a alegação de que a IA supera seres humanos de forma geral.
Imagem: Getty
Impacto prático limitado por ora
Apesar dos números, a própria OpenAI ressalta que não haverá substituição em massa de profissionais no curto prazo. O GDPval-v0 cobre uma fração reduzida das atividades executadas nos escritórios, nas equipes de saúde ou nas linhas de produção. Ainda assim, o avanço reforça a ideia de que modelos de linguagem podem atuar como copilotos, automatizando partes de pesquisas, relatórios e análises preliminares.
Próximos passos da OpenAI
Segundo o comunicado, futuras versões do benchmark deverão incluir interações mais dinâmicas e métricas que refletem colaboração em equipe, algo crucial para avaliar o real potencial de uma AGI no ambiente corporativo. A empresa não informou datas, mas indicou que novos setores deverão ser adicionados ainda em 2025.
No cenário competitivo, os resultados criam pressão sobre outras desenvolvedoras de IA generativa a apresentar provas concretas de produtividade em escala. Enquanto isso, investidores observam de perto se o uso prático dessas tecnologias realmente impulsiona a economia, justificando avaliações bilionárias.
Em suma, o GDPval reforça que a linha entre trabalho humano e inteligência artificial continua a se estreitar, especialmente em tarefas que envolvem análise de dados e geração de relatórios. Se a próxima geração de testes confirmar a tendência, o debate sobre regulamentação, requalificação profissional e integração de IA nos negócios ganhará ainda mais urgência.
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Crédito da imagem: OpenAI
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