Threads testa ferramenta para personalizar algoritmo do feed

Threads testa ferramenta para personalizar algoritmo do feed — Threads, a plataforma de micropublicações da Meta, está desenvolvendo um recurso que permite aos usuários “marcar” o algoritmo para moldar o que aparece no feed em tempo real. A novidade foi identificada pelo engenheiro reverso Alessandro Paluzzi, famoso por revelar funcionalidades em fase de protótipo nos aplicativos do grupo.
De acordo com Paluzzi, o código ainda oculto indica que o usuário receberá uma tela explicativa informando que, ao mencionar o perfil @threads.algo, poderá sinalizar à rede o que deseja ver mais ou menos. Procurado, o Instagram confirmou que a solução permanece em testes internos e não está disponível publicamente. O perfil citado, contudo, já existe e é seguido por diversos engenheiros da companhia.
Threads testa ferramenta para personalizar algoritmo do feed
A mecânica de “tag” lembra a proposta anunciada por Elon Musk para o X (ex-Twitter). Em setembro, o bilionário afirmou que em breve os usuários poderiam marcar o chatbot Grok para ajustar o algoritmo de forma dinâmica, tendo uma experiência guiada inteiramente por inteligência artificial até novembro de 2025. No caso de Threads, a Meta aposta numa abordagem semelhante, porém apoiada no modelo já vigente dentro do ecossistema Instagram.
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Na prática, a nova ferramenta amplia o esforço da empresa de oferecer controles mais precisos de recomendação. Na quarta-feira, o Instagram revelou que permitirá selecionar temas para ver “mais” ou “menos” no feed principal, reforçando a ênfase em Reels e conteúdos sugeridos. Essa iniciativa adiciona camadas às alternativas lançadas em 2022 (abas Seguindo e Favoritos) e à possibilidade, já em 2023, de alternar entre a linha do tempo “Para Você” e “Seguindo” no próprio Threads.
A expansão dos controles chega após anos de audiências no Congresso dos EUA sobre o impacto de algoritmos nas redes sociais, especialmente entre jovens. Preocupações semelhantes impulsionaram o surgimento de plataformas abertas como o Bluesky, onde cada pessoa pode escolher filtros de moderação e o algoritmo que prefere.
Adam Mosseri, chefe do Instagram, demonstrou recentemente como o usuário poderá, com um toque no topo do aplicativo, inserir tópicos que deseja priorizar ou reduzir. O executivo citou exemplos do cotidiano: caso um time de futebol esteja em má fase, o torcedor pode optar por receber menos publicações sobre a equipe por um período, ilustrando como o algoritmo deve acompanhar “humores” e interesses mutáveis.
A lógica faz ainda mais sentido em Threads, cujo fluxo de posts, respostas e breaking news é acelerado. Exigir que o público mergulhe em configurações toda vez que sentir necessidade de ajustar o feed seria contraproducente. A solução de “tagueamento” direto no conteúdo tende a oferecer a agilidade que conversa com a natureza da plataforma.
Imagem: Getty
Apesar do avanço no desenvolvimento, a Meta não forneceu datas ou garantias de lançamento. Como ocorreu com outros recursos experimentais, a empresa costuma liberar a novidade primeiro para pequenos grupos antes de uma distribuição mais ampla, ou pode até mesmo arquivar a ideia se o resultado não for satisfatório.
Analistas destacam que a iniciativa da Meta se alinha a movimentos de todo o setor em direção à transparência algorítmica. Conforme apontou reportagem do The Verge, entregar mais controle ao usuário é uma resposta direta às pressões regulatórias e à competição com redes descentralizadas, além de uma forma de diferenciar o produto frente ao X de Elon Musk.
Com o avanço desse recurso, os usuários poderão experimentar um feed cada vez mais personalizado, ajustando preferências sem sair da linha do tempo. Para continuar acompanhando novidades sobre estratégias digitais que impactam o alcance nas redes sociais, leia também nosso guia completo em marketing digital e mantenha-se à frente das tendências.
Imagem: TechCrunch
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