Wabi capta US$ 20 mi para virar o YouTube de apps globais

Wabi capta US$ 20 mi para virar o YouTube de apps globais. A plataforma criada por Eugenia Kuyda, fundadora da Replika, acaba de levantar 20 milhões de dólares em rodada pré-seed para impulsionar seu plano de transformar a criação e o compartilhamento de softwares em uma experiência tão simples quanto postar um vídeo.

Idealizada para quem não sabe programar, a Wabi permite gerar mini apps em segundos apenas com comandos de texto. A proposta surge oito anos depois de Kuyda fundar a Replika, o primeiro grande companheiro de IA do mercado, que hoje soma 35 milhões de usuários.

Wabi capta US$ 20 mi para virar o YouTube de apps globais

A rodada foi liderada por um grupo de investidores-anjos de peso: Naval Ravikant (AngelList), Garry Tan (Y Combinator), Justin Kan (Twitch), Amjad Masad (Replit), Akshay Kothari (Notion), DJ Seo (Neuralink) e Sarah Guo (Conviction). Segundo Anish Acharya, sócio da Andreessen Horowitz, o histórico de Kuyda em prever tendências de consumo foi decisivo: “É raro encontrar alguém com esse faro para o que as pessoas vão querer”.

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Apresentada como o “YouTube de apps”, a Wabi integra criação, hospedagem e descoberta em uma única plataforma, eliminando a dependência de lojas tradicionais. Para o usuário, basta digitar “crie um app de terapia” para receber sugestões de recursos, interface pronta, ícone gerado por IA e uma base de dados funcional, tudo sem ver uma linha de código.

Lançada em beta no mês passado, a Wabi já oferece recursos sociais: é possível curtir, comentar, remixar apps existentes e acessar perfis para descobrir o que amigos criaram ou utilizaram. Essa camada social, diz Kuyda, “é crítica para estimular criatividade e transformar cada mini app em ponto de partida para comunidades”.

O mercado está aquecido. Ferramentas de “vibe coding” como Cursor e Lovable chamam atenção de capital-de-risco, enquanto plataformas no-code de IA — Emergent, Replit e Bloom, por exemplo — disputam usuários que querem construir sem programar. A diferença da Wabi está na junção de todos os passos em um só lugar.

Na prática, criar um app é simples, mas a manutenção exige atenção. Testes iniciais mostraram, por exemplo, repetição de imagens em um gerador diário de fotos de cachorros e datas inconsistentes em um agregador de notícias. Kuyda admite que ainda há limitações de modelo e destaca que parte relevante do aporte bancará engenharia de produto para garantir que os apps “saiam da caixa” prontos.

Outra fatia do investimento subsidia o uso gratuito enquanto o modelo de negócios é definido. Anúncios estão fora de cogitação: “Construí a Replika sem anúncios; eles prejudicam a experiência”, afirma a CEO. A monetização, acredita Acharya, virá com o efeito de rede: jovens que hoje almejam fama no TikTok podem enxergar na Wabi a chance de ganhar dinheiro criando software.

O sócio da a16z compara o momento ao início do YouTube, quando vídeos caseiros de baixa qualidade evoluíram para produções profissionais. “Com software, a oportunidade é maior; se alguém criar o próximo app de sucesso, ele continuará relevante por muito tempo”, diz. A tese se encaixa na visão de “software descartável”: pequenos programas que nascem e morrem tão rápido quanto abrir uma aba.

Para quem deseja personalizar mais, a Wabi permite selecionar modelos fundacionais como ChatGPT ou Gemini e ajustar os prompts que alimentam o app. Ainda assim, quem não quer se aprofundar pode simplesmente usar as sugestões padrão.

Conforme destacou o TechCrunch, a página “Explore” já lista apps populares e recentes, mas ganhará algoritmos de recomendação e onboarding personalizado nas próximas semanas, com apps iniciais gerados automaticamente para novos usuários.

A ascensão da Wabi reforça a tendência de democratização do desenvolvimento: se a web ficou “monótona”, nas palavras de Acharya, a plataforma pretende resgatar a criatividade dos primórdios da internet ao dar a qualquer pessoa o poder de publicar software em minutos.

Quer acompanhar outras inovações que podem transformar o mercado? Visite nossa editoria de Tecnologia e Inovação e fique por dentro. Até a próxima!

Crédito da imagem: TechCrunch/Wabi

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